A Poetisa

Do antigo livre canto à essência mais bela

Dos trapos trágicos e ridículos à mais fina seda

Dos devaneios da meia noite à rotina das manhãs

Das reticências perdidas aos pontos finais…

 

Cadê o canto da poetisa que outrora amava?

Cadê a inocência dos versos de tudo sem nada?

Não faça do fim um triste começo, se é que o houve.

Nem rio alto demais nessa tarde de doloroso luto

 

Encaixo-me nessa imensidão e dou inicio ao traço

Mas ainda sou recomeço e estou a reconstruir

Sou balança desequilibrada e suplico a razão.

Queria apenas me encontrar mesmo que distante

 

Do antigo canto à poetisa que outrora amava

Saiu, transcendeu a si mesma e maravilhou-se.

Embebedou-se com a vista e distorceu a paisagem

Perdeu-se num achar tão belo, que virou Fênix.

 

Por fim sem rima, sem métrica, sem corpo, sem nada

Por começo, sem poema, sem poesia, sem música

Por fim, tudo reto, tudo concreto e sangrando

Por começo, está tudo em nada!

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Poesia Explícita

Entre quatro paredes, há bem mais que simples desejos.

Quero que me domine sem deixar marcas. Sejas comportado!

Pois as do coração, ainda se encontram expostas… ardendo…

Entre quatro paredes, quero que me domine sem medo,

Sem pudor. Não fique sem jeito. Quero que me domine!

Não estranhe a frieza, simplesmente me conduza… abuse!

Faça do jogo um desafio compulsivo, sem fim, sem eixos…

Apenas conduza meu corpo junto ao teu, palpite e me deseje!

Jogue-me, levante, aperte, morda, transcenda e penetre…

Sacie e não pare! Vai conduzindo… Sacie-me e não pare!

Suspiros e gritos perdidos entre quatro paredes…

Tudo se perde, tudo vale, tudo se faz e tudo acaba.

Tudo recomeça na mesma intensidade. Vá e me domine de novo!

Entre quatro paredes, o desejo se alivia e a paixão…

A paixão se intensifica nos contornos aqui de dentro…

Suspiro e relaxo, entre o calor de seus braços sob mim;

Relaxo, suspiro e acalmo a alma naquela sensação de infinito.

(Imagem: G1 – Em Belém, erotismo feminino é tema de exposição em galeria de arte)

 

Esteja à vontade

Quero lhe transpassar o que não se explica

Que entenda não em mente, mas em dor

Que seus olhos sejam transbordados de vida

Quero lhe causar um tormento

E até o fim, espero lhe propor…

 

Que tudo seja como um abstrato momento…

Mas volto à ânsia que sintas dor!

 

Percebes o quanto és invasivo?

Mas invade com toda a permissão

Tenha isso como um aviso:

Esteja à vontade,

Pois tu és a minha inspiração.

 

Agradeço-lhe ao que me deseja

À sua paz, retribuo com agonia

E pego no ar as trevas antes que se desfaleçam

Quanto ao céu, dou-lhe minha poesia!

 

Venha e esteja à vontade…

Se for do agrado, repire a dor

Não se afogue na minha imperfeição

Apenas perceba a entrega… pois dou-lhe.

Moça

Vou até o chão com a minha angústia!

Ergo-me sorrindo, peço mais uma

Tiro um sorriso, provoco um suspiro

Escuto um cochicho que nem era preciso

Pois sei que sou bela

Sambo de salto, canto bem alto

Reparo num olhar fixo, mas desvio

Solto o cabelo, jogo de jeito

Olho-me no espelho e até me apaixono

E o pior: eu sei que sou bela!

Se não reparou, eu passo de novo

Mostro bem meu rosto pra te conquistar

Pago a conta, saio mansa e nem adianta!

Não gosto de respostas prontas.

Mais fácil esquecer onde eu estava

Do que lembrar seu nome

Então nem me chame, por favor.

Recito um poema, conto-lhe sobre Iracema

Das teorias de Deus, das histórias de amor

Se me avistar sozinha no bar, isso não lhe convém.

Estou bem e não quero ninguém.

Assinei o atestado de liberdade com desdém!

Coisas da Noite

Olá!

Queria apenas por um dia negar a inspiração, sumir ou correr dela, só para me vingar das semanas que fico em total silêncio aqui dentro (mesmo sabendo que esse silêncio é culpa do barulho insuportável que está vindo de fora).

Nessas semanas de silêncio fiquei acompanhada por um livro de poesia que fui presenteada, chamado “Coisas da Noite” do autor Artur Laizo.

No prefácio do livro (sim, eu leio prefácios rs) está a seguinte apresentação:

 “Por que poesia?

-Responderia talvez, eu, médico, cirurgião, intensivista, professor de língua italiana: – por que não poesia para se começar uma obra literária?

Acredito que poesia seja a mais perfeita forma de expressão literária onde o poeta mostra-se inteiro no que sente, no que ama, no que lhe falta.

Dizer que poeta é aquele que sofre perdidamente uma ausência, é meia verdade.

Talvez melhor seria dizer que o poeta é aquele que sente perdidamente tudo o que está presente, inclusive  a ausência”

E essas palavras conversaram comigo de tal forma que carreguei o livro de poucas páginas na minha bolsa para fazê-lo parte da minha rotina.

Em todas as poesias consegui encontrar o vazio, a solidão, o tédio, o amor (ah, o amor…), e todos os sentimentos que escrevo, escritos de outra forma e isso é magnífico!

Tive um Déja Vu do Vazio, da Lilith, da Saudade, da Prece, do Choro, da Volúpia, do Encanto… só não encontrei a Inspiração (mas hei de encontrá-la logo em breve).

Bom, quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Artur ele publica no blog Pão de Canela e Prosa e dá para acompanhar pelo facebook também na página @arturlaizoescritor.

Para dar um gostinho, esse é o poema que mais me cativou:

Sozinho

Novamente sozinho!

Talvez se estivéssemos estado juntos mais tempo,

Mudado o curso da minha história,

Eu não estivesse sozinho…

Creio que me imponho a condição de só!

Gosto de sofrer baixinho,

Ouvindo música lenta,

Bebericando alguma coisa,

Morrendo de mansinho…

Estou só novamente,

Sem sofrer!

Sem aquela pena de mim,

(Situação miserável: -pena de si!)

Sem ter aquela vontade louca

De partir para outro lugar,

Pra outro porto,

Outro corpo,

Outro amor…

Estou novamente sozinho,

Mas por hoje está ótimo!…

Amanhã, não sei!

Déjà Vu

Não que eu saiba muito bem o que vou fazer daqui pela frente.

Meu corpo me guia: acordo às seis, pego minha mochila e ando com a postura de quem vai dominar o mundo (mal sabem que me perdi dentro do meu próprio).

E todas aquelas cenas do futuro que já estavam escritas? Andei tão despercebida beirando novamente o penhasco, que quando dei por conta, se foram igual folha seca no outono.

Corri três ou quatro vezes e não consegui pegar uma só!

O futuro foi escrito a dois. Para dois. Com dois. Mas eu estava sozinha no final. E quando sentei novamente com papel e caneta em mãos, não existia mais um enredo!  Meu Deus, que desespero!

Se eu começar a escrever agora não vou respeitar espaço entre as palavras. Serão acúmulos de letras sem sentido.

Vontade de sair correndo, me jogar daqui e virar folha seca também.

Mas já é dia de novo. Meu corpo me guia e me perco entre corpos. Às vezes eu tenho até um déjá vu… penso que as cenas estão sendo reescritas por alguém. Sinto-me tão viva de novo! Mas foram cinco minutos. Exatos cinco minutos e já estou de volta.

Lembro que sou um personagem dentro de um livro fechado.

Eu não me encontro mais. Até aquele moço da esquina que me deseja um “bom dia” todos os dias não me encontra mais.

Me apressam e eu saio correndo, desconverso ou invento um sentido daqueles que damos para crianças curiosas.

Desculpe-me, mas eu não me pertenço por enquanto.

Tenho tanto espaço para um recomeço que tudo pode ser história…

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Conjugação

Que o beijo seja uma variável

Tão constate que nos una

Como dois pontos na reta

Curva do frágil coração.

Se o teu abraço for um verbo,

Eu serei teu objeto na conjugação.

Se o capítulo acabar antes do final,

Eu (pronome pessoal do caso reto)

em primeira pessoa do singular,

Irei te esperar no infinitivo

E faremos a nossa continuação

Sem ponto ou interrogação.

E no pretérito mais que perfeito

De peito aberto e narração cheia

Quero que saibas:

Quando esboçaram o prólogo,

Eu já te amara.

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Vazio…

A estagnação se alastra

A notificação faz falta

A ligação tão chata

A aproximação é rara

A solidão é alta

A amizade em pauta

A rotineira ingrata

A felicidade ditada

No episódio de hoje amor aos pedaços

Desce mais uma e eu me desfaço

Cobra-se tanto, mas falta um abraço

Junta-se os cacos formando pedaços

Vazios.

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Lilith

Encontrei em Francisco

A leveza da vida

E a dor da partida

 

Aprendi com Roberto

A beber pura cevada

E a vida: ingrata!

 

Conheci o Ruan,

Ensinou-me a dançar

E tirou-me o ar

 

Estive com Felipe

E jurei amor (coitado)

Deixe-o frustrado.

 

Fiquei noiva de José

Mas fugi com André

E para os dois disse Inté!

(e nunca hei de voltar)

 

Cobiçava Seu Jorge

Que me olhava de soslaio

Com ele, foi em maio

(lembro-me bem)

 

Uma vez o Carlos

Dava-me vinho e frisante

E eu ria abundante

 

Até que conheci Pedro

Que no meu dedo pôs um anel

Enquanto eu saía com o Léo.

 

O que antecede a saudade…

É como se daqui pra frente o meu eu não se bastasse em mim. O meu eu quer encontrar o teu eu e ser apenas um eu, entende? E que seja uma fusão tão perfeita, que ao referirmos a “nós”, possamos conjugar o verbo em primeira pessoa do singular. Não haverá mais existir sem você. O “sem você” será um eu incompleto, sem asas, distante… Nas tardes frias e chuvosas eu quero ter o teu abraço como aconchego e nas tardes quentes e alegres, quero que tu não esqueças que não sei ser feliz ao certo. Então se me mostrares as trevas, irei encarar como a plena felicidade ao teu lado. E se eu precisar chorar, quero o teu peito como conforto. E se eu seu tropeçar no meu vazio e me afogar nele, me dê a mão, envolva teus braços em mim e fique. E se for preciso guerrilhar, que seja para te ter aqui. Um tanto quanto nobre, não achas? Não esqueças que por dias esqueço viver! Então, quando eu parecer fria, distante, mórbida, dê um choque elétrico em minha alma. Acho que o seu beijo seria uma boa ideia… Mas se um dia você se for, saiba que eu saberia “viver” ao meu modo. Porém todas as noites fecharei os meus olhos e irei desejar tanto você, que sentirá a minha presença… e quando eu encontrar apenas o meu eu novamente e você voltar a ser o seu eu sem mim, tenho certeza que vai sobrar um pedaço aqui e talvez chamarei de saudade.

Acônito

Reblogando Acônito 😉

Amar, Verbo Intransitivo.

Às vezes só em imaginar a ausência
E em pensar na ida sempre prematura,
Desejo todos os dias penetrar tua essência.
Desvendar suas palavras não ditas me assusta!

Mas as ditas tanto me elevam que me levam
Pelos vários caminhos de vertentes astutas…
Mas desisto! Vou pegar a estrada mais curta

Eu pulso inconsequente… consecutiva
Esqueço a razão, tal como ela me esquece
Eu grito em desespero tentando ser reativa
Abraço a rápida emoção: ela me apetece.

Jogo-me nos teus braços quentes, minha volúpia
Imagino se tudo isso é apenas reflexo do amor…
Perturbo-me com tuas saídas sempre abruptas
Mas lá no fundo, sei que também levo-te a dor.

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Ver o post original

Patrão Vasques

Estava a pensar…

Talvez o meu senhor seja meu único amigo

Sem vossas regras (inúteis) cairia num abismo

(e me lembraria da minha existência)

Sim senhor! Não senhor! Bato continência.

Sem sua ubíqua sabedoria estaria perdido

E se eu pestanejar, perdão. Concorde comigo,

É mais fácil ter dois cifrões em mãos e um abrigo

Do que da felicidade gozar.

Divulgue o seu blog: como consegui 500 visualizações no mês de junho

Olá!

Completei 5 meses de blog e junho foi o mês com maior visualizações pois aprendi a utilizar as ferramentas certas e decidi criar um post bem informal mesmo, com algumas dicas para outros blogueiros ou até mesmo para aqueles que estão com uma ideia de criar um blog.

No WordPress.com tem como acompanhar as estatísticas de visualizações, visitantes, curtidas, comentários e por ai vai. Das minhas 700 visualizações, 500 foram só em junho! Então, tudo o que fiz com toda certeza deu certo.

Bom, vamos lá. Meu primeiro erro foi, ao criar o blog (escolhi o layout, nome, descritivo e etc.), divulguei somente com o post “Sobre o blog” e depois disso é que publiquei minhas poesias. O ideal é já ter algo para mostrar também, assim gera o interesse do leitor.

Agora vamos listar:

Divulgação em redes sociais: que tal criar um Intagram para o seu blog? As pessoas criaram o habito de visualizar / compartilhar imagens e o Instragram é uma mídia social somente disso, então eu tiro print dos meus poemas, dou uma editada e posto no Intagram do blog (aliás sigam lá @amarverbointransitivo).

Outro tiro certo é o Facebook que pode ser utilizada a sua própria timeline para divulgação dos posts. No inicio eu publicava somente o link do post mas isso não gerava muitas visualizações hoje eu mesclo entre copiar o poema e publicar ou utilizo os prints que publico no Intagram e sempre deixo o link nas descrições.

Os grupos do facebook são ótimos! As pessoas curtem, compartilham e comentam. E o melhor, como participo de vários grupos de poesia e escritores iniciantes, o público ali presente é o ideal para o conteúdo, pois ao postar no meu perfil sei que muitos dos meus amigos não tem o menor interesse e a timeline fica poluída entre fotos aleatórias e os vários posts do blog.

Estou criando uma página no Facebook também, pois é mais uma forma de divulgar o conteúdo e além de tudo é uma plataforma que também trás estatísticas de tráfego. Se der certo farei outro post com dicas específicas sobre como criar uma página no Face. Ela não está totalmente pronta mas já estou divulgando então, curte lá também: https://www.facebook.com/amarverbointransitivo.lis.

WordPress: outra forma de divulgar o blog é dentro da própria plataforma do WordPress, mas para isso requer um certo esforço. A primeira dica é utilizar as tags ao publicar um post assim ele ficará mais visível no Leitor para os outros blogueiros que seguirem essa tag. Eu utilizo geralmente:  Poesia, Poema, Poetry, Poem, o nome do poema e o nome da música que está junto ao poema (uso as mesmas tags no Instagram).

A segunda dica é seguir os blogs que sejam de seu interesse e se relacionar o com o conteúdo destes também, ou seja, leia, comente e curta tudo o que for do seu interesse, pois isso estimula os outros blogueiros e também trás trafego ao seu blog.

Página x Post: descobri esse dias, lendo https://br.support.wordpress.com/post-vs-pagina/ (aliás utilizo muito o suporte do WordPress para tirar minhas dúvidas), a diferença entre um post e uma página. E criei três páginas diferentes:

https://amarverbointransitivo.wordpress.com/sobre-o-blog/

https://amarverbointransitivo.wordpress.com/amar-verbo-intransitivo-idilio/

https://amarverbointransitivo.wordpress.com/contatos/

Capturar

Qual a utilidade delas? Bom, é possível acrescentar as páginas personalizando os menus, assim elas ficam sempre visíveis, diferente dos post que estão organizados pelos mais recentes. No meu caso escolhi criar uma página com a história de como surgiu o blog, o motivo do nome do blog e por último alguns contatos.

O aplicativo do WordPress também facilita muito minha vida! Eu consigo acompanhar o blog full time, respondo os comentários de forma instantânea, acompanho as visualizações e ainda interajo com os demais blogs sempre que sobra um tempinho.

Por fim, as dicas clichês: cuidado com os erros de gramaticais, não faça do seu conteúdo um spam para os seus amigos e não tenha preguiça, insegurança ou medo de divulgar o seu blog.

Como estou fazendo pós em Marketing Digital e E-commerce o blog tem me ajudado a utilizar com mais intimidade as ferramentas disponíveis nesse mundo digital. Porém não sou expert em nada disso ainda e estou aprendendo bem aos poucos fuçando, assistindo vídeos, lendo fóruns e etc.

Espero que tenha sido útil e que eu não tenha dito nenhuma asneira. Caso alguém queira contribuir com esse post, dar mais alguma dica, corrigir algo que eu não tenha dito lá muito certo ou precisar de alguma ajuda, deixe nos comentários e será um prazer essa troca.

Um abraço,

Lis.

Prece

,de onde surgiu o tumulto de querer ter você?
Em meio a essa bagunça nem me acho mais…
Nas noites passadas tua paz me fez adormecer…
Já preciso da proteção dos teus braços como um cais

E me veio aquela repentina necessidade de te ter
Pra afogar a saudade no calor do teu peito
E fazer dos teus braços o refúgio dos meus medos
E da tua voz a única esperança, o único jeito…

E todas as letras te faço a rima, a batida, a melodia
Do teu sorriso eu fiz meu porto seguro, minha paz
E seu olhar… chega a ser até covardia

Mas daqui pra frente você será a minha canção
E que eu possa mergulhar em ti todo o meu eu …
E se quiser, já é todo seu o meu coração.

Das Dores do Mundo

Alguém pode me ajudar, por favor?
Mãos pra cima! Rápido! É um assalto!
Tem uma moeda pra me dar Senhor?
Maria com apenas doze anos engravidou
No semáforo entrou no carro que limpou
Jogou-se no para-brisa e foi pega pelo doutor
No frio, aquele pequeno até pedra já fumou
Me dá um pedaço do seu pão, por favor?
O inferno é aqui, mas matam-me todos os dias
(nem eu sei quem sou)
Cassetete sem dó, pra recuperação me levou
Teve abstinência, saiu de si, pra casa voltou
De noite, de mansinho, chorou e chorou
(mas por dentro estava aos berros)
Faminto de mundo, desprezo do mundo, incomodava
(todo mundo)
Fez-se Lázaro e feito pássaro deu um grito raro:
“Àqueles que não puderem me ajudar,
eu agradeço da mesma forma”

Encanto

Amar, Verbo Intransitivo.

Teu olhar é tão perfeito que me afundo
Pois mergulho sem pudor e sem jeito.
Teu sorriso é tão puro que junto…
Junto meus trapos e saio com medo

Tua voz é tão perfeita que se ajeita…
…se ajeita perfeitamente no meu céu
E teus versos que me levam à sarjeta
Mas abaixo a cabeça e cubro-me ao véu

Tua boca são palavras, doces rimas
Que me faz delirar como louca.
Teu jeito, teu tudo, minha sina…

Quem sabe nessa vida ou em outra
Tu me chamaras de “tão somente minha”
Mas por enquanto, ainda somos dois.

P.S.: Quando o poema e música se casam 😉

Ver o post original

O que antecede o choro…

Amar, Verbo Intransitivo.

…fecho os olhos, tento mais uma vez engolir e logo me vem uma onda de ansiedade e impaciência. Respiro fundo. Tento de novo.

…passado alguns minutos, forcei três ou mais sorrisos e como foi difícil! Seguro a cabeça entre as mãos e as esfrego no rosto. Tento de novo.

…quero materializar o que estou sentindo, o coração dói e tudo piora quando algumas lembranças que outrora tentei esconder por não saber como lidar, se misturam com o que eu agora não consigo explicar a mim mesma. Tento de novo.

…pausa… saudade do que nunca me pertenceu. Estou feliz? Já fui feliz? Tento de novo!

…só preciso que alguém aqui! Mas e todas essas pessoas? Por favor, me ajuda? E não consigo outra vez… eu transbordo por uma eternidade passageira. Cada gota como um tapa, cada soluço um alivio…

Espalho as lágrimas e volto à cena.

P.S. O sentimento descrito, foi…

Ver o post original 11 mais palavras

Bem-vindo ao Jogo!

Step 1
És um nato predador!
A sua voz me faz palpitar, num mix de atração e medo.
As suas palavras me fazem imaginar um filme cruel e lascivo.

Step 2
Estou mesmo sem pudor!
Observo o balbuciar da tua boca e já crio um enredo,
Percorro sobre ti e viajo feito louca no teu jogo proibido.

Step 3
Tens um olhar abrasador!
Nele facilmente me perco tentando manter meu segredo
Nele facilmente me prendo, tentando esconder minha libido.

Step 4
Serei sua sem temor!
Espere até a próxima rodada, pois quem sabe eu cedo.
Às tuas regras estou fadada! Prazer: pertenço ao teu abismo.

Step 5 – O Fim
Prenda-me!

 

Curto desespero

Amar, Verbo Intransitivo.

Me precipito, subo ao palco
Me perco, apareço, não acho
Me julgo, te espero, me bato
Me ame, tão logo, no ato

Te espero, eu grito, eu clamo
Te quero junto a mim, vem logo
Te espero, eu digo, te amo
Te quero, tanto e tanto que choro!

P.S. O sentimento desse poema me lembra o afago dessa música:

Ver o post original

Love is in the air!

Olá!

Me disseram que love is in the air e aproveitando o momento separei um vídeo especial para mim com uma mensagem muito forte e verdadeira.

Sobre o dia dos namorados, acho desnecessário ter uma data! Pois imaginem só esperar um ano para ganhar um presente, fazer uma declaração (seja face to face ou nas redes sociais), um pedido de namoro / noivado / casamento, levar em um restaurante bacana, fazer uma reserva em um hotel, marcar aquela viagem, enviar flores, dizer “eu te amo” ou simplesmente demonstrar o amor ou paixão que temos por uma pessoa.

E o amor de todas a formas e para todas as pessoas (até por nós mesmo) tem que ser celebrado aos berros todos os dias! Mas claro, é necessário ter uma data para sermos impactados por campanhas de marketing, assim como tantas outras datas comemorativas que eu descartaria do calendário.

Pensei em colocar o vídeo junto com alguma poesia, mas ele vai além de qualquer palavra ou sentimento que eu possa expressar.

Espero que gostem! ❤

(O vídeo está em inglês, mas basta ativar a legenda no canto inferior direito)

Volúpia

A brisa anuncia a chuva da madrugada…
E depois daquele vinho que você me deu,
Me aninho ao teu peito sentindo-me pequena…
Os carinhos tão mansos e perdidos…
Tua mão entre meus fios desgrenhados,
Minhas unhas desenhando teu corpo…
E depois do primeiro arrepio, a tempestade!
E o beijo vem como o entrelace da alma.
Na noite calada, na vida tão rara…
Entre a tormenta noturna, o frenesi…
Suspiro, sinto-me infinita e acendo o teu cigarro.
Nos vícios dos anos, há contratempos da vida.

P.S.: O poema acompanha chuva de outono, a solidão de domingo e Engenheiros do Hawaii 🙂

Dádiva

(Entre paixão, distância e lágrimas sem solução)

Entre linhas… entre palavras,
São ditas tantas coisas…
Como em um passe de mágicas.
Desvende!

Entre angústias… entre lágrimas
Jogo um beijo ao beija sem flores
Receba agradecido a minha dádiva.
Sinta!

Entre linhas… entra paixão!
Mas com tal cautela…
Temos todas as cartas em mãos.
Permita-se!

Entre dúvidas… entre distâncias
Não me acorde do sonho,
Estava feliz em minha ânsia.
Medo!

Entra amor! Entre intimidades
Conheces-me melhor que multidões,
Pois lhe dei liberdade.
Cuide!

Entre a pequena e o beija
Há um vazio tão profundo
Mas escondo. Não quero que vejas.
Sou!

Entre a flor e o poeta,
Minha inspiração!
Desandei o que se escreve,
Sem achar a solução.
Fique!

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Acônito

Às vezes só em imaginar a ausência
E em pensar na ida sempre prematura,
Desejo todos os dias penetrar tua essência.
Desvendar suas palavras não ditas me assusta!

Mas as ditas tanto me elevam que me levam
Pelos vários caminhos de vertentes astutas…
Mas desisto! Vou pegar a estrada mais curta

Eu pulso inconsequente… consecutiva
Esqueço a razão, tal como ela me esquece
Eu grito em desespero tentando ser reativa
Abraço a rápida emoção: ela me apetece.

Jogo-me nos teus braços quentes, minha volúpia
Imagino se tudo isso é apenas reflexo do amor…
Perturbo-me com tuas saídas sempre abruptas
Mas lá no fundo, sei que também levo-te a dor.

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Em nome do país!

Em verdade vos digo:
Enquanto continuares a roubar-me, continuarei cego.
Sofro por não saber colocar no papel minha oração
Sofro por não ter pela manhã um pedaço de pão

Acordo todos os dias sabendo que serei humilhado
Pois sua hipocrisia não me deixa ser cidadão
Durmo todos os dias sentido meu corpo mutilado
Pois vemos o verbo, mas escondes teu coração

Enquanto continuares a roubar-me, continuarei cego.
Pedindo ajuda de mão em mão e sendo a culpa!
Pedindo ajuda de chão em chão, destruindo meu ego.
Pedindo ajuda sem direção e minha voz tu ofusca.

 

P.S. Não há outra música que possa descrever o meu sentimento perante os acontecimentos dos últimos dias:

O que antecede o choro…

…fecho os olhos, tento mais uma vez engolir e logo me vem uma onda de ansiedade e impaciência. Respiro fundo. Tento de novo.

…passado alguns minutos, forcei três ou mais sorrisos e como foi difícil! Seguro a cabeça entre as mãos e as esfrego no rosto. Tento de novo.

…quero materializar o que estou sentindo, o coração dói e tudo piora quando algumas lembranças que outrora tentei esconder por não saber como lidar, se misturam com o que eu agora não consigo explicar a mim mesma. Tento de novo.

…pausa… saudade do que nunca me pertenceu. Estou feliz? Já fui feliz? Tento de novo!

…só preciso que alguém aqui! Mas e todas essas pessoas? Por favor, me ajuda? E não consigo outra vez… eu transbordo por uma eternidade passageira. Cada gota como um tapa, cada soluço um alivio…

Espalho as lágrimas e volto à cena.

(Do Abismo)

P.S. O sentimento descrito, foi o mesmo que senti quando ouvi Damien & Lisa pela primeira vez: